quarta-feira, 14 de abril de 2010

Como Ser Militante/Revolucionário na Universidade!





- Usar camisetas do Che Guevara é muito importante. Citar e escrever frases do mesmo em qualquer espaço livre é de lei.
- Ignore o fato de que querer comprar camisas específicas é fruto do consumismo capitalista.
- Karl Marx é seu Deus.
- Todo e qualquer cara que usa terno é um porco capitalista. Lembre-se disso.
- Tente a variação “porco fascista” também. Caso precise de uma mudança de ares.
- Pagar impostos é um absurdo, visto que o dinheiro vai parar nas mãos dos empresários. Mas fumar maconha e colocar dinheiro na mão de traficantes? Tranqüilo, cara! O trabalhador explorado que passa fome não pode pesar na sua consciência, mas o filho dele de 12 que morreu baleado em tiroteio, pode.
- Fume maconha, aliás. É super descolado.
- Quem opta por não participar de debates, protestos, conselhos ou qualquer outro tipo de evento político, é filho da puta ou imbecil.
- Quem não vota ou vota em branco, é filho da puta ou imbecil.
- Como lidar com esses filhos da puta: tente ao máximo fazê-los se sentirem culpados pelas mazelas da sociedade. Não respeite a opinião deles, lembre-se: eles são filhos da puta ou imbecis, e é seu dever acordá-los para a realidade.
- Na verdade, se a opinião de qualquer pessoa for contrária à sua, não a respeite.
- Você detém o conhecimento e as soluções para as questões sociais. Logo, você é superior. Exteriorize isso ao máximo.
- Fume mais um baseado.
- O politicamente correto e a ética são necessários – novamente, ignore o fato de ser maconheiro – e de maneira nenhuma nos impede de ver a realidade como ela realmente é.
- Roupas simples, sempre. Nunca use tênis! Havaianas não pode mais, pois agora elas não são mais roots. Qualquer outra sandália vale. Pode compensar comprando um celular de 2 mil reais ou óculos escuros importados.
- Professores: concepção hierárquica falaciosa. Não merecem seu respeito. Se a aula não lhe agrada, saia e queime um baseado.
- Policiais: filhos da puta. Filhos da puta. Filhos da puta. Filhos da puta. Quando se referir à eles, tente sempre encaixar as expressões “abuso de autoridade”, “desvio de função”, “violência injustificada” e “criminalização da juventude negra”.
- Aliás, se um indivíduo está preso e é negro, quem prendeu é filho da puta. Ignore isso mesmo se o detento matou 27 pessoas.
- Detentos que arrancaram o direito de um ser humano à vida de maneira cruel e não demonstram qualquer arrependimento merecem o MESMO TRATAMENTO atribuído a qualquer cidadão brasileiro.
- Você não precisa estudar para fundamentar seus argumentos.
- Não existe individualismo. Você só pode se sentir bem consigo mesmo depois que ajudar o próximo, e nunca o contrário. Renegue sua condição de ser humano. O bem estar do outro vem em detrimento do seu.
- Você só precisa ser militante até se formar. Quando isso acontecer, pode deixar tudo isso de lado e abrir as pernas para ser estuprado analmente pelas corporações que você tanto odiava e repudiava.


Seguindo essas orientações, você será considerado a salvação para o país, a mente intelectual do futuro, e vai fazer mais amiguinhos que vão querer brincar com você. E dividir uma erva.

Agora vá à merda.


Ps:. É, esse post foi uma vomitada oriunda de uma raiva crescente que toma mais forma a cada dia que passa. Vai continuar acontecendo por no mínimo mais três anos.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dúvida



Como criar um anacronismo com um ser eterno?
















É, Deus sempre consegue sair pela tangente...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Situações Constrangedoras – Hora da Virada!




Existem algumas circunstâncias concernentes à convivência humana que podem confundir a mente daqueles que não entendem muito bem as regras e contratos sociais. Estes sempre passam por episódios supergeradores de vergonha alheia, e eu estou entre os tais.
Porém, recentemente, desisti de entender essas praxes sociais. Vou encarnar de vez o Tyler Durden (não conhece? sofra) e mandar pro cacete tudo que a norma do convívio saudável entre pessoas diz que temos fazer. Venho fodendo-me cotidianamente tentando fazer tudo do jeito certo (que aparentemente vai contra minha personalidade e valores morais doentios e distorcidos). Pois agora decido que vou fazer tudo do meu jeito. São grandes as chances de que eu continue me fodendo, mas a partir de agora vai ser do meu jeito.
É isso mesmo! Estou mandando pro caralho tudo tido como certo no que tange as normas do convívio social! Objetivo? Ser feliz sem medo de ser julgado, que nem o rapaz aí de baixo!:

Para exemplificar melhor, vou listar algumas das tais situações constrangedoras. Em seguida, qual era o meu papel desempenhado em cada uma até hoje. Depois, o que vou passar a fazer daqui em diante. Vou usar “você” em vez de “eu”, como se fosse um guia, caso algum querido leitor também se identifique. Acompanhem:

Situação: Alguém fala alguma coisa e você não entende.
O que acontece: Você pergunta “o quê”, a pessoa repete, e ainda assim você não entende. Você murmura em concordância, sem paciência. Não era uma pergunta de “sim ou não”.
Como fazer do jeito certo: “FALA QUE NEM HOMEM, PORRA! CARALHO!”

Situação: Numa mesa, em um bar ou restaurante, todo mundo se levanta para fazer algo e você fica sozinho.
O que acontece: “Porra, tenho que parecer ocupado tenho que parecer ocupado tenho que parecer ocupado!”
Como fazer do jeito certo: Não é um pouco de arrogância achar que todo mundo está olhando pra você na expectativa do seu próximo movimento? Se espreguiça e respira fundo, trinta segundos passam rápido.

Situação: Senta-se do lado de uma garota bonita dentro do ônibus.
O que acontece: “Cacete, onde eu boto minhas mãos? Será que eu cruzo as pernas? Estico? Deixo abertas? Cruzo os braços? Seguro na poltrona da frente? Aperto minha mochila? Merda, ela tá me olhando? Se eu olhar pra ela pra confirmar ela vai me achar estranho? FUUUUUUUUUUUUUCK!!!”
Como fazer do jeito certo: Senta, arrota, peida, tira meleca do nariz e coça o saco. Vamos encarar: essa mina não será sua futura esposa. Relaxa.

Situação: Passa por alguém conhecido, mas não tão bem conhecido.
O que acontece: Se pergunta se deve cumprimentar. Mas de que maneira? Um aceno de cabeça, de mão, um “e aí, cara” ou “opa” ou “oi” ou “colé, mano!” ou “diga lá” ou “WHATS UP NIGGA!!” ou uma simples sombrancelhada? No final das contas, ou fica no vácuo ou deixa o outro no vácuo.
Como fazer do jeito certo: Quando você para pra conversar com essa pessoa, existe algum assunto não-genérico sobre o qual vocês podem conversar, de maneira agradável e amigável à ambos? Pronto. Se a resposta for positiva, um cumprimento é plausível. Senão, meu amigo, passa batido com cara de blasé. Acredite, não vai fazer toda essa diferença na sua vida.

Situação: Menina desconhecida te olha nos olhos.
O que acontece: Por reflexo, você desvia o olhar. E se odeia um segundo depois.
Como fazer do jeito certo: Encara a filha da puta por uma hora e meia. Sem piscar. De olhos arregalados. E lábio inferior trêmulo.

Situação: Professor manda se organizarem em grupos.
O que acontece: Pensa desesperadamente “Oh meu Deus, por favor, sorteia essa merda, sorteia essa merda...!”.
Como fazer do jeito certo: “Que boiolagem, professor! Trabalhinho em grupo? Tem bolas pra dar prova não, ô baitola?”.

Deixando um pouco de lado a galhofa aqui apresentada, eu diria que recentemente descobri que é muito melhor quando não se tenta tão desesperadamente. Pretendo me esforçar pra agir cada vez mais em cima desse pensamento. Quero muito acreditar que quando alguém põe na cabeça que vai passar a agir por si mesmo independentemente das consequências, isso não representa infantilidade ou anomalia social, e sim convicção, também como conforto e aceitação para consigo mesmo. Vou fazer de tudo para que viver em função da aprovação alheia seja a última das minhas preocupações.
Enfim, se você me conhece fora dos limites da internet, esteja ciente de tudo isso. E esteja precavido e atento à como você pode ser afetado.
Vocês foram avisados.

Foda uma sabedoriazinha forte na sexta-feira santa, hein?
Não há de quê.

terça-feira, 23 de março de 2010

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Quando eu jogava counter-strike com os moleques do meu bairro, a pergunta ao término de cada jogo era: "Quanto você fez?"; "Qual o seu barramento?".
Pois bem, um "barramento" seria isso: (x/y), onde "x" é o número de pessoas que você matou e "y" o número de vezes que você morreu.
Dia desses quase fiz um 0/1, na vida real.

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Personagens da história:

1- Tiozão psicopata.
2- Pseudo-policial Obeso.
3- Eu.
4- Meu aparelho MP3.

Estava 3 fazendo barra, ou melhor, descansando entre uma série e outra, quando vê um senhor de idade se aproximando, com um olhar plácido e UM FACÃO na mão. 3 olha desconfiado para o 1 que, ao chegar no banco em que 3 se encontrava, pôs-se a afiar o facão, no banco, de concreto.
3 levanta-se, caminha em direção à barra para fazer sua última série - esta pode ser realmente a última, pensou -, quando se recorda de ter visto "Polícia Militar" na estampa de alguma camisa pouco tempo atrás. Olha para a pista de atletismo e vê o dono da camisa. Era o 2, que se aproximava devido ao trajeto da pista.
3 sente-se aliviado e sai do território hostil da Ed. Física e volta para o seu "lar".


Por que os policiais ou são mulheres ou são homens obesos?


NOTA DE RODAPÉ: Quase descobri meu barramento enquanto fazia barra. Irônico.
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Ah, já ia me esquecendo do MP3: enquanto caminhava rumo ao Centro de Artes ouvi "...Giants no more" (!). À minha frente encontrava-se uma anã (!!), que vinha em minha direção. Sem facão.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Viva La Merda Explica A Bíblia!


Meu colega de blog recentemente começou a explicar a história da raça humana. Eu digo que é tudo mentira, e que ele é um herege que deve queimar no inferno. Aqui, vou explicar o que realmente aconteceu desde a criação do universo até os dias atuais, e até o que vai acontecer em seguida, segundo a bíblia. Sirva-se de uma taça de vinho e prepare sua hóstia, pois a (verdadeira) aula de história vai começar!





VELHO TESTAMENTO
Deus cria o universo em seis dias e descansa no sétimo, pois apesar de onipotente significar “o que tem poder ilimitado”, todo mundo precisa puxar um ronco. Cria o primeiro ser humano, chamado Adão. Este, cansado de (se masturbar) ficar sozinho, pede pra Deus uma (fuck friend) companhia para dividir seu lar, o paraíso. Aí Deus cria Eva, a partir da costela de Adão. Um geneticista explicaria essa parte melhor. No paraíso tudo era bom, mas o capeta, em forma de serpente de alguma maneira entrou lá – Deus é onipotente, mas o alarme de segurança dele era uma merda – e zuou a Eva convencendo-a a comer o fruto proibido. Adão, pau-mandado, comeu também. Deus então kicka os dois do paraíso e bota uma cerca em volta – momento em que foi criado o conceito de propriedade privada, ou seja, Deus é o primeiro capitalista de que se tem notícia - e aí ocorre muito, muito incesto e temos a raça humana. O que faz muito sentido pra mim.
Caim mata Abel e se torna o primeiro assassino da história do homem. Eu também mataria alguém se meu nome fosse uma onomatopéia pra choro de cachorro.
Deus vê que o mundo está uma porcaria, joga um balde de água em cima, restarta o server e começa tudo de novo. O hacker Noé consegue se salvar.
No Egito, um Faraó começa a ownar os judeus bonito e deixa Deus puto. Aí Deus dá para um pastor de ovelhas chamado Moisés códigos de GameShark para a vida real e o universo. Moisés vira um revolucionário sinistro e arquiteta e executa uma mega fuga em massa de escravos. Os nazistas correm atrás deles e Moisés abre o mar pros Judeus passarem, e afoga os nazis quando eles tentam ir atrás. Eles tentaram se vingar milhares de anos mais tarde, com o Faraó Hitler, mas se deram mal de novo. Deus riu.
Aí acontece muita coisa sem importância, pelo menos em comparação a grande estrela da história do homem, Jesus Cristo! Foram basicamente vários caras escrevendo muita poesia sobre Deus.


NOVO TESTAMENTO
Deus chega na Terra e vê Maria dormindo... Nove meses depois, nasce Jesus, que também era Deus. Sim, Deus engravidou Maria com ele mesmo.
Jesus era um super-judeu cósmico, e ganhou mais GameShark do que Moisés, porque ele é filho do chefe e nepotismo é isso aí. Ele fez coisas maneiras tipo transformar água em vinho e andar em cima do mar, e fazer um único pão alimentar um porrilhão de pessoas – tá, essa última qualquer estudante universitário da rede pública sabe fazer. Jesus virou um metaleiro podreira, deixou o cabelo e a barba crescerem. Formou uma gangue com 12 headbangers e arranjou problemas com a gangue dos judeus no colégio, só que Judas traiu todo mundo e passou a ouvir Emocore, e inclusive quis dar uns amassos com Jesus.
Os judeus ficaram putos e chamaram-no de traidor do movimento judeu e ele rebateu chamando-os de playboyzinhos de merda. Os judeus ficaram putassos e prometeram anarquizar o mundo todo, e Deus falou pra Jesus que ele ia ter que ser o testa-de-ferro pra acalmar a adrenalina dos caras. Sabe nos filmes americanos quando o atleta pendura o nerd no mastro da bandeira pela cueca? Mais ou menos isso que aconteceu.
Jesus foi crucificado e morreu, mas um pouco antes ele tinha ligado o God Mode no Gameshark. Então, ele esperou três dias e deu respawn, tornando-se o primeiro zumbi da história. A única diferença é que ele não quer comer a sua carne, e sim que você coma a dele. Voltou pro server e riu da cara dos judeus, que receberam detenção, perderam o recreio e 50 pontos para a Sonserina.
Jesus, depois, morre de novo e diz que vai demorar mais tempo pra dar respawn, e tamos aí na expectativa até hoje.
Aí Paulo disse umas coisas idiotas sobre sexo ser coisa do demônio, coisa que Jesus nunca disse, mas as pessoas acreditam assim mesmo porque elas são idiotas.

APOCALIPSE
Quando Jesus voltar, ele vai levar com ele todas as pessoas boas do planeta. Sim, todos os três, sem exceção. O mundo vai virar uma anarquia foda, os mortos se reerguerão das tumbas e é bom que você tenha assistido bastante filme de zumbi se quiser ter chance. Aí começa um mega incêndio na terra, e o capeta vem pra cá liderar o exército dos mortos-vivos. Acontece muita coisa, até que o combate mais esperado do que Goku VS. Vegeta começa: Deus luta contra o Diabo.
Deus vai ganhar e vai ser feliz e tocar harpa para sempre com seu filho – ele mesmo – e as três pessoas boas do planeta terra, e também os anjos. O Diabo, humilhado, voltará pra casa e vai passar o resto de seus dias de cueca jogando videogame e comendo ruffles.

CONCLUSÃO
Deus cria a raça humana, e a condena por ter pecado. Aí ele engravida uma mulher dele mesmo para sacrificá-lo para si mesmo, para salvar a raça humana do pecado pelo qual nós fomos condenados por ele mesmo originalmente! TÃ DÃ!
Assim sendo, continue dizendo telepaticamente para Jesus – que era um zumbi e pai dele mesmo – ou Deus – sei lá, tá ficando confuso – que você o aceita como seu mestre, para que ele possa retirar a força maligna que cresceu dentro de você depois que uma mulher-costela comeu uma maçã de uma árvore mágica há seis mil anos atrás.
Pra mim faz muito sentido.

FIM

Viram só? Não acreditem nos absurdos que são postados por aquele safado que não tem Jesus no coração.
Amém, irmãos.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Nostalgia ou falta de opção?


Como é difícil viver nos tempos de hoje. Eu paro pra pensar, chego à conclusão que isso é meio triste, embora não seja culpa nossa. Hoje em dia na indústria do entretenimento está tão cada vez mais raro encontrar qualquer coisa que preste que muitas pessoas estão sendo chamadas de ranzinzas ou nostálgicas em excesso.
Uma amiga minha recentemente me falou do relançamento do filme Toy Story em 3D, para promover o lançamento do terceiro filme da saga. Ao que parece, o segundo filme também será relançado. Diante disso me pergunto: onde capetas foi parar a criatividade humana?
A cada dia que passa eu fico mais desanimado quando eu entro num cinema, loja de discos ou de HQ. A quantidade de revivals, remakes e adaptações de tudo que existe ao nosso redor que estão sendo feitas atualmente é gritante. Os caras preferem pegar algo criado há anos e lançar de novo com modificações muitas vezes ridículas e que defecam em cima da história da obra, do que botar a cabeça pra pensar e bolar algo novo. E o que mais me irrita é que a maior motivação desses infelizes é encher os bolsos.
Isso me leva à minha maior crítica às HQ’s: por que, meu Deus, por que no ano de 2010 nós ainda estamos consumindo lançamentos de heróis criados há 70 e 60 anos? Por que as editoras não se esforçam pra pensar em algo novo, ao invés de ficar adaptando e adaptando os personagens tantas vezes que fica impossível defini-los ou compará-los com eles mesmos depois de certo tempo? Por que “a partir de agora, o homem-aranha será um pouco mais maligno” ao invés de “olha só, criamos esse novo anti-herói maneiro, ele é meio maligno”. E aí inventam uma porrada de baboseiras pra vender mais. Marvel Zombies, nossa, os heróis transformados em mortos-vivos! É por isso que Watchmen, por exemplo, é considerada uma das melhores HQ’S de todos os tempos. Imaginem que beleza seria se adaptassem Rorschach e comapnhia pros dias de hoje. A obra teria uma mancha de bosta do tamanho oceano atlântico. Sinceramente, eu só acho que isso não deu certo até hoje porque não apareceu nenhum quadrinista saco-roxo o suficiente pra dizer: “os heróis clássicos não serão mais publicados. Acabou, seus colecionadores de 40 anos obesos e chatos pra caralho, GET OVER IT!”. Essa é uma das grandes vantagens do mangá sobre a HQ, aliás. Os japoneses são muito mais criativos. Volta e meia rola um relançamento, uma nova edição ou o que seja, mas é infinitamente mais moderado.
No cinema e na música, é basicamente o mesmo que acontece. No caso dos filmes, como copiar a fórmula dos grandes sucessos mil e trezentas vezes por ano já não vinha mais funcionando; toma remake, toma seqüência desnecessária. E os EUA. Como eles adoram pegar um ótimo filme europeu ou asiático e refilmar na gloriosa América do Norte. Isso é subestimar o gosto do público, e inegavelmente, limitar as opções de escolha da audiência. Quando foi a última vez que você viu um filme japonês ou francês no cinema?
E na música... Como é impossível achar bandas ou artistas bons que surgem nos dias de hoje. É foda ser obrigado a ouvir os mesmos artistas há 20 anos. Mais foda ainda é quando uma banda resolve, depois de 30 anos de separação, voltar à ativa pra meia dúzia de shows. É legal para os fãs, eu reconheço, mas subir ao palco usando fralda geriátrica pra ganhar dinheiro e todo mundo ir simplesmente porque não existem bandas boas na atualidade é triste.
Não me considero chato ou ranzinza, sou apenas um cara que gosta de ter boas lembranças daquilo que ficou marcado na vida. Acho sim que Super-Homem, Star Trek e The Police têm valor e muito, pra mim e pra muitas pessoas. Mas essa adoração em excesso e irracional por parte dos fãs e a vontade de encher o orifício anal de dinheiro dos muitos interessados impedem que surjam coisas boas e novas para nos lembrarmos mais tarde. Existem exceções, obviamente, mas estas estão cada vez mais escassas. Só sei que eu não quero que meus filhos sejam criados em um mundo onde Crepúsculo, Tokio Hotel e Naruto sejam símbolos da cultura jovem moderna. Vamos botar a cabeça pra funcionar, minha gente. Não tem problema em matar alguma coisa boa (até porque na memória daqueles que lhe atribuem importância e admiração, nunca morreria), contanto que ela receba um funeral digno. Vamos evitar ter que enfiar tudo numa caixa de tomate e jogar num valão pra boiar no meio da bosta.

Veja um exemplo abaixo:
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O Paradoxo do Vice


Estava eu dando uma olhadela no meu reader quando me deparei com esta imagem do Kibe Loco:



Se, de acordo com o próprio site, o Botafogo ficou em segundo nesta "disputa", eu diria que tem caroço nesse angu, ou simplesmente que se trata de um exemplo de paradoxo.

Sabendo-se que o Botafogo foi o vice do vice da década, logo chegamos a conclusão de que ele sim merece o título de vice da década. Mas, se ele é o verdadeiro vice da década, o Vasco fica para trás tornando-se o vice do vice da década, merecendo assim o título...